O filme tem um ritmo bem peculiar, calmo, ao contrário do concorrente Nada de novo no front.
A sinopse é a menina Cait com problemas de comunicação e comportamento reforçados por uma família complicada, muitos irmãos, pai distante e ranzinza, mãe grávida, que é enviada pelos pais para passar uma temporada com um casal de parentes em uma fazenda no interior.
O filme trata de descobertas e superações emocionais, tanto da menina quanto do casal e foca na paulatina construção de empatia dela com o casal que a recebe, principalmente o marido. O roteiro é bem direto, simples e minimalista.
Nas partes mais importantes, o diálogo é não verbal, sem palavras, daí o título.
Aos poucos a narrativa vai revelando as complexidades e história de vida do casal e de outros personagens do vilarejo onde vivem.
A liberdade e acolhimento da fazenda contrastam com a sujeira e a confusão da sua casa, mesmo a disciplina e a rotina contribuem para abrir novos espaços e a fotografia exerce um papel fundamental no filme - contrastando o sol, o ar, a luz da fazenda com o aperto e escuridão da casa.
A direção de arte também é bacana, a história se passa nos anos 1980, que no interior da Irlanda se parecem com 1950
Filme de estreia do diretor e também da atriz mirim, que está muito bem.
A maior virtude do filme talvez é tratar do tema abuso infantil sem as costumeiras cenas de violência, falando nas entrelinhas.
Um filme, simples, honesto, eficiente e bonito - por isso que não vai ganhar o oscar...
Recomendo, nota 7.
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