Bom filme, Prêmio do Júri em #Cannes2025, indicado a palma de ouro, concorrente espanhol do Agente Secreto no #oscar2026, concorre também merecidamente a melhor som, mesmas indicações que teve no #Globodeouro2026.
O diretor Oliver Laxe andou falando mais que a boca, mas não vou pagar na mesma moeda falando que é inferior aos sapatos brasileiros... e fazer uma resenha justa.
Não conheço os anteriores dele, dizem que ;e conhecido pelo plot twist em determinado ponto da narrativa, transformando a experiência em algo mais intenso, doloroso e existencial, como é o caso aqui.
Esteticamente o filme me agradou bastante pela brutalidade, abre com uma rave muito doida no meio do deserto, a trilha ajuda bastante no filme.
Como eu curto tragédia, não tive problema nenhum com o desconforto crescente e aflição que o roteiro propõe. É do tipo que começa ruim e vai só piorando.
A trama acompanha Luis (Sergi López) e seu filho Esteban (Bruno Núñez Arjona) em uma jornada desesperada pelo deserto marroquino em busca de Mar, filha e irmã desaparecida após participar de uma rave. A narrativa se estrutura inicialmente como um drama de busca, mas logo se transforma em algo mais sombrio, quase apocalíptico, refletindo tanto a degradação emocional dos personagens quanto o colapso simbólico de um mundo em crise.
O título se refere a uma imagem do islamismo, Sirat significa uma ponte estreita sobre o inferno, simbolizando a experiência que força o espectador a atravessar, junto dos personagens, um caminho de dor, perda e revelações perturbadoras.
Todo o elenco está muito bem, liderado pelo mais experiente Sergi López.
A fotografia e edição de som são bem bacanas, e transformam o deserto marroquino literalmente em uma bad trip. A trilha sonora combina música eletrônica pulsante com paisagens sonoras abrasivas, criando uma atmosfera que alterna entre o transe e o terror.
Lembra um pouco os filmes da franquia Mad Max, mas é mais bruto, tipo os filmes do Michael Haneke e Michel Franco, confira minha resenha do Nuevo Orden.
Nota 8, recomendo para quem não se incomoda com personagem que morre de repente.
Nos cinemas.






























