Sempre falo por aqui que eu gosto de filmes de baixo orçamento e bom roteiro, mas esses conseguiram elevar essa relação quase dividindo por zero.
E não é por causa de efeitos especiais sofisticados. Exatamente o contrário. É um desenho o mais tosco possível com um roteiro que não perde em nada para o Primer, que depois que eu vi fiquei achando que nenhum outro filme de viagem no tempo presta.
É isso: esse desenho tosco de linha aí do cartaz com um dos melhores roteiros de ficção científica.
Indicado ao #Oscar2016 de melhor curta de animação.
A revista Rolling Stone, posiciona o curta entre os dez melhores filmes de ficção científica já produzidos!...
Raríssima aprovação de 100% no Rotten Tomatoes, e notas altas no IMDB: episódio 1 - 8,1; episódio 2 - 8,0 e episódio 3 - 8,2.
A trilogia, composta por World of Tomorrow (2015), World of Tomorrow Episode Two: The Burden of Other People’s Thoughts (2017) e World of Tomorrow Episode Three: The Absent Destinations of David Prime (2020), expande temas como memória, clonagem, identidade, mortalidade e o colapso emocional da humanidade diante de sua própria tecnologia.
A trama acompanha a jornada surreal e profundamente emocional de Emily Prime, uma criança que é visitada por versões futuras de si mesma em diferentes estágios da evolução humana.
No primeiro filme, Emily é levada por sua clone do futuro para explorar um mundo tecnologicamente avançado, porém emocionalmente devastado, onde memórias são mercadorias e a humanidade vive fragmentada.
No segundo episódio, ela reencontra outra versão de Emily. agora sobrecarregada pelas memórias de outras pessoas. revelando um futuro ainda mais caótico, onde identidade e consciência se misturam em espirais de confusão existencial.
No terceiro filme, a narrativa se desloca para David Prime, um descendente distante que recebe mensagens de Emily para cumprir uma missão perdida no tempo, mergulhando em um universo de clones, memórias corrompidas e destinos apagados.
Juntos, os três curtas formam uma reflexão poética, melancólica e filosófica sobre o futuro da humanidade, a fragilidade da memória e o significado de existir em um mundo cada vez mais artificial.
O estilo minimalista, caracterizado por traços simples e figuras quase infantis, contrasta com a profundidade temática das narrativas.
O roteiro mistura humor absurdo e sombrio, melancolia profunda e reflexões existenciais sobre o futuro da humanidade. A narrativa aborda temas como clonagem, transferência de memória, imortalidade artificial, decadência emocional e o esvaziamento das relações humanas em um mundo hiper-tecnológico.
A trilogia expande esses temas, aprofundando a ideia de que o futuro será um lugar onde a memória e a identidade se tornam produtos instáveis, fragmentados e manipuláveis.




/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_fde5cd494fb04473a83fa5fd57ad4542/internal_photos/bs/2025/6/j/YLBCr5SKmiFCbZi3LpIw/ameba.jpg)






.png)













