Eu não curto horror corporal, mas esse até que não exagera tanto, começa espremendo uma simples espinha no nariz.
Entrada da Noruega para a categoria de melhor filme internacional, foi indicado merecidamente na categoria de melhor penteado e maquiagem no #Oscar2026.
Na leva do #oscar2026 deixei para assistir por último porque também não gosto muito de remake e/ou releitura, mas devo admitir que mesmo sendo baseado na cinderela, se sai bem, pelo gênero horror mas principalmente pelo roteiro que é bem razoável e consegue subverter, explorar e desenvolver vários arcos da fábula dos Grimm.
O filme revisita o conto clássico das irmãs de Cinderela sob uma perspectiva profundamente perturbadora, visceral e de certa forma, feminista. Uma crítica à obsessão pela beleza, que se transforma em um mecanismo de tortura, autodestruição física e psicológica.
Como o título indica, o roteiro se concentra em Elvira, a meia-irmã que, obcecada por superar a beleza da cinderela, recorre a métodos extremos para conquistar o príncipe. Dessa forma joga o holofote nos temas de rivalidade feminina construída socialmente, padrões inalcançáveis de beleza e depressão decorrente da escravização a tirania do corpo em uma sociedade que transforma corpos femininos em objetos de disputa e controle.
Pensando que os tamborins do carnaval ainda estão quentes, dá para fazer esse roteiro com uma rainha de bateria como personagem principal, hein.
A fotografia e o figurino não deixam nada a desejar. Mas a trilha sonora se destaca, pois combina temas contemporâneos com releituras de músicas barrocas, criando um diálogo sonoro entre passado e presente que reforça a atmosfera estética da narrativa:
Dou nota 7 e recomendo, mas não sei se vai cair no gosto dos brasileiros, pois esse não tem a Demi Moore...
Disponível em vários streamings.
https://www.imdb.com/pt/title/tt29344903/






Nenhum comentário:
Postar um comentário