Curta de 31min indicado ao #Oscar2026, tema sensível e polêmico: aborto.
Acompanha o cotidiano de Tracii, gerente de uma clínica de aborto em Atlanta, que enfrenta diariamente protestos, ameaças e pressões crescentes em um cenário político cada vez mais hostil à questão, que com toda sua complexidade, é também de saúde pública.
Mergulha na rotina da equipe que, apesar do clima de hostilidade, mantém o compromisso com o cuidado, a empatia e a segurança das pacientes.
A protagonista tem lá suas questões de fé, e sua espiritualidade contrasta com os estereótipos frequentemente associados a esse debate.
O roteiro mostra um retrato cotidiano da clínica, evitando explicações didáticas ou entrevistas extensas. Enquanto as pacientes chegam, do lado de fora da clínica ativistas religiosos fundamentalistas gritam e hostilizam. A narrativa se desenvolve a partir da convivência com a equipe da clínica, revelando tanto os desafios logísticos quanto o desgaste emocional provocado pela presença constante de manifestantes.
O formato permite que o espectador compreenda a dimensão humana e social das atividades da clínica, cumpre o papel de provocar reflexão e expor a realidade de um ambiente frequentemente invisibilizado pelo debate público. Por outro lado, tem dificuldade de aprofundar mais o contexto histórico e político da questão. Nesse sentido talvez se aproxima mais de uma reportagem estendida do que de um documentário plenamente desenvolvido.
Dos concorrentes ao #oscar2026 falta ver só Rompendo Rochas, dos outros que já resenhei aqui no blog, (busque no blog com a essa hastag) achei esse o mais fraco.
Tem vários longas resenhados aqui no blog sobre esse tema que vale conferir: Nunca, raramente, às vezes sempre, que também envolve uma clínica, A garota da agulha, indicado a melhor filme internacional no #oscar2025, O evento Leão de Ouro em #Veneza2021,
Nota 6. Recomendo.
Disponível HBO / prime video.
https://www.imdb.com/pt/title/tt34205548/

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