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terça-feira, 8 de junho de 2021

Kapaemahu (2020)

 Kapaemahu Poster

Que lindo curta de animação!!

Falado no dialeto Havaiano e com uma arte muito bonita conta a história das pedras sagradas da praia de Waikiki.

Prova de que somente com alguns minutos é possível abordar de maneira bacana uma série de temas relevantes relacionados à diversidade étnica, cultural, patrimônio histórico, dentre outros.

Nota 10!  Disponível no link: https://www.kapaemahu.com/

Algumas imagens do sítio na Praia de Waikiki vc pode conferir neste vídeo: https://youtu.be/wWxY3ewxLnU

'Kapaemahu', first Hawaiian animated short to clear first round of Oscars  Shortlist - AnimationXpress 

Kapaemahu' Helps Revive Hidden Hawaiian History of Healing and Aloha |  Animation World Network 

 

Watch This: Kapaemahu - AFA: Animation For Adults | Animation News,  Reviews, Articles, Podcasts and More

 

domingo, 21 de fevereiro de 2021

The trip to... (2010-2020)

 Uma Viagem Excêntrica Poster  Viagem para Itália Poster Uma Viagem para a Espanha Poster The Trip to Greece Poster

Essa série que durou dez anos e cujos episódios foram compilados em quatro longas é literalmente deliciosa! Se como eu, você é apaixonado por viajar, vai amar esses filmes!

Em todos, o roteiro é o mesmo: os atores ingleses Steve Coogan e Rob Brydon representam versões ficcionalizadas deles mesmos e partem em uma jornada gastronômica de uma semana, com um sentido particular em cada filme e passando por locais fora da rota principal dos turistas.

As histórias são articuladas em torno das melhores coisas que a vida tem: arte e cultura, música, boa comida, bons vinhos, amizade, e é claro, amor e sexo.

O nível de perspicácia e repertório exigido do espectador para acompanhar a velocidade, acidez do sarcasmo dos textos é bem alto. Mas quem conseguir identificar as muitas referências - algumas mais explicitas, outras menos - da literatura, da música, do cinema e da cultura pop, vai concordar que merecem pelo menos nota 9. Aliás a parte do amor e sexo é o motivo para eu não dar nota 10 pelo viés um pouco machista ou também eurocêntrico, mas mesmo assim considero adequados ao contexto do roteiro.

Em hipótese alguma assista as versões dubladas,  pois um jogo que logo se estabelece é tentar adivinhar quem eles estão imitando. Eu me esbaldei com as caricaturas de grandes atores ingleses e estadunidenses como Michel Cane, Sean Connery, Antony Hopkins, Roger Moore, Marlon Brando, Hugh Grant, Robert De Niro e ícones como David Bowie e Mick Jagger.

E a proposta dos filmes se constrói de fato na imitação, com a proposta de imitarem a si mesmos, em uma crítica muito inteligente ao sistema Hollywodiano e da cultura televisiva contemporânea. Os filmes vão se alternando com foco ora em Coogan ora em Brydon, envolvendo as supostas famílias e relacionamentos, enquanto os "semi-famosos" lidam com seus agentes e frustrações na indústria do entretenimento.

Toda viagem que se preza tem trilha sonora no toca cd do carro, em cada um dos filmes os karaokês com imitação e discussões das letras são hilários.  Outra boa sacada dos roteiros é incluir coisas que dão errado durante a viagem, e que todos que já viajaram comigo já me ouviram dizer que são elas que marcam as memórias.

Enquanto isso vão desfilando na tela os restaurantes do tipo que não são para quem quer, mas só para quem pode, com contas acima de 300 euros, com menus de dar água na boca, e todos sem exceção com locações e vistas de tirar o fôlego. Enquanto a conversa rola na mesa, mostra-se o que rola na cozinha, a preparação dos pratos, nesse aspecto lembra um pouco uma série que já comentei aqui: Midnight Dinner.

Entre uma mesa e outra, eles visitam cidades, vilarejos, lugares, sítios e monumentos culturais fora do mainstream, e tiram sarro da selfmania. Vale destacar que em nenhum dos filmes, embora sejam mencionados, aparecem aviões. Eles se locomovem por carro e barco, reforçando as imagens associadas ao navegar.

Enfim, uma série que recomendo para qualquer um que sabe o que é e gosta de FLANAR. Deixei os links nos cartazes.

Série: https://www.imdb.com/title/tt1698441/

domingo, 17 de janeiro de 2021

Plataforma mostra as informações dos vestígios arqueológicos de Lisboa

 Fonte: patrimonio.pt

Muito legal essa plataforma que mostra as informações todas georreferenciadas.

Lisboa Romana já tem website

Lançado em 2017 e apresentado em Abril de 2019 , o projecto Lisboa Romana | Felicitas Iulia Olisipo centra-se na presença romana em Lisboa e na Área Metropolitana (AML), pretendendo ser uma referência no âmbito da investigação e conhecimento relativo a este período e, ao mesmo tempo, dar a conhecer ao público todo este património, muito dele ainda por estudar.


Estão identificados na AML cerca de 350 sítios de interesse arqueológico da época romana. O objectivo é aprofundar o conhecimento e pôr à vista de todos este vasto património.


A nova plataforma digital do projecto Lisboa Romana é, simultaneamente, um guia turístico, um repositório de conhecimento científico e uma plataforma de aprendizagem. Permite definir percursos de visita, assistir a recriações históricas e aceder a artigos científicos sobre as descobertas arqueológicas mais recentes. Também existirá em versão app.


No site estão delineados 15 percursos que permitem descobrir património romano entre Torres Vedras e Setúbal. Mas o visitante também pode definir a sua própria rota, escolhendo directamente a partir do mapa. Noutra secção encontram-se histórias e personagens de Olisipo e do mundo antigo que abrangem acontecimentos que vão do séc. VII a.C. ao séc. VII d.C., englobando assim a Lisboa pré e pós romana.


Para um público mais especializado existe o Repositorium, que funciona como um acervo de fichas de registo e artigos científicos produzidos no âmbito do projecto.


Neste esforço participam cerca de 250 investigadores, 5 universidades, 18 municípios e várias empresas de arqueologia. Entre as instituições públicas e privadas envolvidas, estão o Castelo de S. Jorge, a Direcção Regional da Cultura do Norte, a Direcção Geral do Património Cultural, o Museu de Lisboa, o Museu Nacional de Arqueologia, o NARC/ Fundação Millennium BCP, a Empark, a Veiga de Mago.


lisboaromana.pt

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Capela Sistina em livro por 20.000 Euros

Leia a reportagem e veja o filme que está linkado, ou navegue na VR abaixo, ou leve um binóculo na sua próxima visita, porque comprar os 3 volumes do livro vai ser meio difícil... Os Museus Vaticanos restringiram a tiragem a 1.999 cópias (1.000 em italiano, 600 em inglês e as demais em russo e polonês). “Se você a inserir no âmbito das coisas únicas, ou se a colocar no contexto do mercado de arte, 20.000 euros não é uma obra de arte cara”, afirma Callaway.

Vídeo no vimeo: https://player.vimeo.com/video/463613817?app_id=122963

Link da visita virtual no Museu Vaticano: http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html

Fonte:     EL PAÍS


 

A Capela Sistina como só Michelangelo havia visto, num livro de 115.000 reais

Seus criadores passaram cinco anos fazendo mais de 270.000 fotos digitais, em alta resolução, para oferecer todos os afrescos da sala do Vaticano em escala real e com um nível inédito de detalhes 

Nas palavras do próprio Michelangelo Buonarroti: “Minha alma não encontra escada para o céu, a menos que seja pela beleza da Terra.” Ele se referia ao seu trabalho na abóbada da Capela Sistina, que ocupou quase cinco anos de sua vida (1508 a 1512). “Após quatro anos de torturas e mais de 400 figuras de tamanho real, me senti tão velho e exausto quanto Jeremias. Tinha 37 anos e nem sequer meus amigos já reconheciam o ancião no qual eu havia me transformado”, disse o artista depois de concluir o trabalho. Num espaço de mais de 1.000 metros quadrados e a 20 metros de altura, Michelangelo criou uma série de afrescos de arquitetura simulada onde incluiu o desenvolvimento das histórias do Gênesis com aquelas mais de 400 figuras em tamanho natural. Uma criação monumental, encomendada pelo papa Júlio II, que extrapolou as características próprias da arte renascentista, mas que ninguém pôde observar com o nível de detalhes criado pelo pintor, a não ser subindo com sua própria escada até o céu.

A editora Callaway Arts and Entertainment, em colaboração com os Museus Vaticanos e a editora italiana Scripta Maneant, subiu por essa escada num projeto fotográfico que exigiu mais tempo de trabalho que a própria obra de Michelangelo, cinco anos, e que oferece um olhar inédito da Capela Sistina em sua plenitude. Após vender todos os exemplares em italiano, a editora lança agora a versão em inglês.

Graças às mais novas tecnologias da fotografia digital, The Sistine Chapel apresenta em três volumes as imagens com alta resolução, tamanho natural e uma precisão de cor de 99,4% da abóbada de Michelangelo e dos afrescos pintados ao lado do altar por Sandro Botticelli, Perugino e Ghirlandaio, entre outros artistas do Renascimento, por ordem do papa Sisto IV. É uma das peças mais extravagantes do universo editorial, que custa 22.000 dólares (cerca de 115.000 reais), incluindo envio e manuseio.

 “Acreditamos que se trate de uma compra por impulso, possivelmente a mais cara do mundo editorial”, reconheceu em nota o fundador da Callaway, Nicholas Callaway. Mas justificou: “Podemos dizer, sem exagerar, que este é o livro definitivo sobre a Capela Sistina.” A publicação pode ser reservada no site da Callaway, e parte dos lucros serão destinados aos Museus Vaticanos.

Com design tipográfico de Jerry Kelly, os textos são assinados por Antonio Paolucci, ex-diretor dos Museus Vaticanos e ex-diretor geral de Patrimônio Cultural de Toscana, que relata a história por trás das cenas de A Criação do Mundo, A Criação de Adão e Eva, O Pecado Original, O Sacrifício de Noé e O Dilúvio. Na opinião de seus criadores, no entanto, o que confere a The Sistine Chapel um valor de conservação são as mais de 270.000 imagens feitas para poder reproduzir as obras.

“A captura digital dos afrescos sobreviverá aos próprios livros”, afirma Callaway no comunicado. Em seu formato impresso, “trata-se de uma obra voltada aos historiadores da arte, estudantes, colecionadores e curadores, que poderão estudar as obras apresentadas com um detalhe sem precedentes.” Eles poderão examinar, por exemplo, o profundo conhecimento da anatomia humana demonstrado pelas figuras de Michelangelo: arquitetônicas, gigantescas, robustas, enérgicas e muito elegantes, que evidenciavam ao mesmo tempo o momento histórico vivido pela Itália na época. “Os leitores”, acrescenta a diretora editorial da Callaway, Manuela Roosevelt, “poderão ver os afrescos como ninguém pôde fazer desde que foram pintados, já que os visitantes da Capela observam as obras a uma distância de mais de 20 metros, e em paredes nas quais quase não se podem apreciar os detalhes.”