Na minha cabeça esse filme já estava resenhado aqui no blog há muito tempo, mas não achei em lugar nenhum... como a memória atualmente é efêmera e fragmentada, resolvi fazer de novo.
Lindamente desenhado e executado... em 2019 fiz um album no facebook com os screenshots, ele ainda está lá nesse link: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.3078979445465406&type=3
Dirigido por Makoto Shinkai, foi muito bem recebido pela crítica pela narrativa emocional, estética deslumbrante e construção temática sofisticada.
Shinkai, já conhecido por explorar relações humanas atravessadas por tempo, distância e memória, alcança aqui seu ápice artístico ao transformar uma premissa aparentemente simples: a troca de corpos entre dois jovens, em uma jornada épica que envolve ficção científica, romance, drama e elementos de tragédia.
Exige um olhar atento e paciente para ser plenamente apreciado, pois sua força reside tanto na delicadeza dos detalhes quanto na amplitude emocional do roteiro.
Daí a trama evolui para uma história marcada por mistério, tensão e emoção crescente. A introdução de elementos como um cometa que cruza os céus e a manipulação do tempo amplia a dimensão dramática, conectando os protagonistas por um elo que transcende a lógica e reforça a ideia de destino inevitável. O filme provoca uma sensação duradoura de nostalgia e busca, a sensação de procurar alguém cujo nome já esquecemos, mas cuja presença permanece viva na memória emocional.
A empatia que nasce datroca de corpos funciona como o coração emocional do filme, permitindo que o público compreenda suas dores, sonhos e transformações.
Como em todo bom anime, a riqueza visual abrange a frenética modernidade de Tóquio com a serenidade folclórica da cidade fictícia de Itomori. Cada quadro é construído com atenção meticulosa aos detalhes: reflexos de luz, cores vibrantes, paisagens campestres e o cometa que atravessa o céu funcionam não apenas como elementos estéticos, mas como metáforas visuais que reforçam a conexão entre os personagens.
O impacto visual e emocional do filme remete a produções do Studio Ghibli, que também exploram a relação entre natureza, espiritualidade e juventude, principalmente as dirigidas por Hayao Miyazaki, que são muitas, aqui no blog tem a resenha de O menino e a garça e O Túmulo dos Vagalumes, A tartaruga vermelha,
Nota 9 com louvor!
Disponível HBO MAX.

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