quarta-feira, 29 de julho de 2026
#CoisaslindasqueDeuscriou - Quando o universo dá um pum... é bom sair de perto
Buraco negro expele jato gigantesco e cria estrutura maior que a Via Láctea
#CoisaslindasqueDeuscriou - Belostomatidae
Da série #coisaslindasqueDeuscriou especialmente para quem tem medo de barata, conheçam essa barata d'água gigante, em cujas preferências alimentares se incluem dedões de pés humanos!
Baratas-d’água gigantes se alimentam de patos, cobras e até tartarugas - Canaltech
#CoisaslindasqueDeuscriou - Entamoeba histolytica
Este parasita mata células humanas e usa restos mortais delas como disfarce
domingo, 12 de julho de 2026
Seu nome / Kimi no na wa (2016)
Na minha cabeça esse filme já estava resenhado aqui no blog há muito tempo, mas não achei em lugar nenhum... como a memória atualmente é efêmera e fragmentada, resolvi fazer de novo.
Lindamente desenhado e executado... em 2019 fiz um album no facebook com os screenshots, ele ainda está lá nesse link: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.3078979445465406&type=3
Dirigido por Makoto Shinkai, foi muito bem recebido pela crítica pela narrativa emocional, estética deslumbrante e construção temática sofisticada.
Shinkai, já conhecido por explorar relações humanas atravessadas por tempo, distância e memória, alcança aqui seu ápice artístico ao transformar uma premissa aparentemente simples: a troca de corpos entre dois jovens, em uma jornada épica que envolve ficção científica, romance, drama e elementos de tragédia.
Exige um olhar atento e paciente para ser plenamente apreciado, pois sua força reside tanto na delicadeza dos detalhes quanto na amplitude emocional do roteiro.
Daí a trama evolui para uma história marcada por mistério, tensão e emoção crescente. A introdução de elementos como um cometa que cruza os céus e a manipulação do tempo amplia a dimensão dramática, conectando os protagonistas por um elo que transcende a lógica e reforça a ideia de destino inevitável. O filme provoca uma sensação duradoura de nostalgia e busca, a sensação de procurar alguém cujo nome já esquecemos, mas cuja presença permanece viva na memória emocional.
A empatia que nasce datroca de corpos funciona como o coração emocional do filme, permitindo que o público compreenda suas dores, sonhos e transformações.
Como em todo bom anime, a riqueza visual abrange a frenética modernidade de Tóquio com a serenidade folclórica da cidade fictícia de Itomori. Cada quadro é construído com atenção meticulosa aos detalhes: reflexos de luz, cores vibrantes, paisagens campestres e o cometa que atravessa o céu funcionam não apenas como elementos estéticos, mas como metáforas visuais que reforçam a conexão entre os personagens.
O impacto visual e emocional do filme remete a produções do Studio Ghibli, que também exploram a relação entre natureza, espiritualidade e juventude, principalmente as dirigidas por Hayao Miyazaki, que são muitas, aqui no blog tem a resenha de O menino e a garça e O Túmulo dos Vagalumes, A tartaruga vermelha,
Nota 9 com louvor!
Disponível HBO MAX.
Exit 8 (2025)
Bom terror psicológico japonês, vem na esteira de Backrooms, tendo sido lançado antes nos cinemas.
Adaptação de um jogo que viralizou por sua simplicidade e atmosfera inquietante, onde o protagonista se vê preso em um loop claustrofóbico em um corredor infinito.
Dirigido por Genki Kawamura, produtor dos excelentes Monster e Your Name que estão resenhados aqui no blog.
Como esperado o roteiro é meio repetitivo, mas eu gosto de filmes com poucas locações e centrados no roteiro. Talvez ficasse melhor em um formato de curta metragem. Porém a camada dramática de trauma que Backrooms explora bem, aqui fica em segundo plano.
Para funcionar depende totalmente da fotografia e design de produção, para colocar na tela os pequenos detalhes que mudam de cena para cena.
Veja as referências no link de Backrooms...
A nota sai no 7...
Disponível no youtube premium e prime video.
sábado, 11 de julho de 2026
Backrooms (2026)
Filmaço, mais um para a lista de sucessos da A24.
Com o subtítulo pleonástico "Um Não‑Lugar" estreou no Brasil embalado por uma espécie de lenda urbana criada no youtube. Dirigido por Kane Parsons, jovem cineasta youtuber estreante no cinema que viralizou com curtas no estilo found footage a respeito de salas e corredores infinitos num universo paralelo ao mundo real.
Já vimos dezenas de filmes que tentam simular um pesadelo na mente das pessoas, mas esse definitivamente consegue!
Não parece novidade né? E de fato não é, vide o clássico A Origem, as séries Ruptura e Strange Things, mas mesmo assim o filme consegue entregar um bom roteiro com muita angústia, claustrofobia, desorientação, paranoia e trauma.
Vou chorar até o fim da vida o cancelamento da adaptação de Sandman... que tinha potencial infinito nesse argumento.
Só dá uma derrapada no final ao tentar explicar uma coisa que era para ser mais sensorial que racional.
O roteiro funciona um pouco como uma metáfora psicológica sobre isolamento, solidão, depressão e perda de identidade que todos passamos nessa era tecnológica tão vazia. Nesse aspecto lembra o recente Se eu tivesse pernas te chutaria.
Os personagens são um arquiteto frustrado (catarse?) e uma psiquiatra cheia de traumas.
No elenco a excelente Renate Reinsve de Valor sentimental, Armand, A pior pessoa do mundo e o principal é o Chiwetel Ejiofor, veterano talvez mais conhecido por 12 anos de escravidão.
A química entre os protagonistas segura o filme especialmente nos momentos em que a narrativa sai do terror para o drama.
Destaque para a ponta de Mark Duplass de Sem segurança nenhuma, um dos meus favoritos de ficção científica que também de certa forma combina com esse.
A fotografia e design de produção são tudo nesse filme, tornando o labirinto interminável de salas sufocante e perturbador.
É um filme arquitetônico, com a arquitetura impossível que já tínhamos visto em A Origem, mas que aqui vira, ao mesmo tempo sutil e explicitamente, o personagem principal.
A câmera frequentemente se posiciona em ângulos que sugerem vigilância, como se o ambiente fosse uma entidade viva observando os personagens. A estética minimalista, com corredores idênticos e salas vazias, cria uma monotonia visual que, paradoxalmente, intensifica o terror: cada espaço parece igual ao anterior, mas sempre há a sensação de que algo está diferente ou errado. Essa ambiguidade visual é essencial para a experiência do filme, e aí que o youtuber surpreende ao transformar simplicidade arquitetônica em pesadelo psicológico.
A iluminação artificial que não funciona, a paleta amarelada quase onipresente e os enquadramentos que reforçam a sensação de repetição infinita e aprisionamento são o que tornam o filme tão sensorial.
A trilogia Cubo, Coerência e o recente Exit 8 também bebem nessa mesma fonte, mas nesse, a A24 não economizou nos cenários. Remete também a Demônio, do Shimalan, Exam e O poço (esse último eu não gostei...).
Found footage é por si só um subgênero do terror, então não vou nem citar os filmes...


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