Belíssimo e emocionante documentário, indicado ao #oscar2026.
Gostei mais que os concorrentes A vizinha perfeita e Mr. Nobody against Putin,
Como sempre apareceu alguém para lacrar na tradução do título... good light é um neon no quarto da protagonista...
A finitude é a síntese da condição humana. Falar disso é sempre delicado e o documentário faz isso de uma maneira absolutamente sincera, leve e lúcido, sem cair no sentimentalismo ou otimismo forçado.
O filme acompanha o último ano de vida da poeta e ativista estadunidense Andrea Gibson, diagnosticada com um câncer incurável, e sua relação com a esposa, também poeta, Megan Falley.
Andrea faleceu em julho de 2025, o que fiquei sabendo depois de assistir.
A direção aposta em uma estética de proximidade, com câmeras que parecem respirar junto às protagonistas, criando uma atmosfera que mistura leveza e dor, riso e despedida. Essa recusa de um tom solene privilegia o humor como pacto de sobrevivência, como forma de resistência diante do inevitável.
A narrativa se desenvolve como um mosaico de momentos íntimos, registros cotidianos e reflexões profundas sobre amor, mortalidade e legado. O riso se torna ferramenta de resistência e, como a poesia, funciona como ponte entre o presente e o que está prestes a se perder.
A vida com um diagnóstico terminal como ela é: dias bons e ruins, momentos de leveza e de colapso, sem grandes heroismos. Aliás uma das cenas mais legais é quando a protagonista recita a lista das pequenas coisas que ela quer fazer antes de morrer.
Aqui no blog tem alguns resenhados que dialogam com esse: Viver, O quarto ao lado, Paddleton.
Nota 9. Recomendadíssimo.Disponível prime video.

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