Filme bonito, leve, bela fotografia - trabalho do brasileiro Adolpho Veloso!
Indicado a melhor ator e canção original no #Globodeouro2026
Produção Netflix, roteiro adaptado.
Acompanha cerca de 80 anos na vida de Robert Grainier, desde o final do século XIX até o final dos anos 1960. Um lenhador que atravessa décadas de transformações sociais e tecnológicas nos Estados Unidos. A narrativa se desenvolve de forma fragmentada, como lembranças que se sobrepõem ao longo da vida do protagonista, desde sua juventude nas ferrovias até a velhice solitária, revelando como ele testemunha, de longe, o avanço tecnológico, a transformação das paisagens naturais e o desaparecimento de tudo o que um dia lhe foi familiar. Entre memórias fragmentadas, sonhos com locomotivas e encontros com personagens fantasmagóricos que cruzam seu caminho, o filme constrói um retrato sensível de um homem simples tentando compreender seu lugar em um mundo que muda rápido demais.
O principal Joel Edgerton é o mesmo da ótima série Matéria Escura, que sempre comento aqui no blog.
Elenco no padrão netflix, com o William Macy e a ótima Kerry Condon, por coincidência ontem mesmo comentei o F1, onde ela também atuou nessa temporada.
A fotografia é, sem dúvida, o ponto alto do filme. Adolpho Veloso cria imagens que combinam imponência natural, textura documental e poesia visual. Reforçaa relação entre homem, natureza e máquina, especialmente nos sonhos que dão nome ao filme.
A trilha sonora assinada por Bryce Dessner também é linda. Escute no link abaixo, a última é a canção que concorre ao Globo de Ouro.
Não gostei muito do roteiro e montagem, da metade para frente tive um pouco de dúvida com as passagens temporais e a forma como as tecnologias vão sendo mostradas. Na cena da filha que retorna boiei totalmente e o roteiro deixa aberta.
É diferente, mas me lembrou A metamorfose dos pássaros. Outro parecido é o First Cow. A rusticidade é a mesma do Anêmona.
Não é tããão passional mas também tem a mesma vibe de Lendas da Paixão.
Nota 7. Recomendo.

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