domingo, 11 de janeiro de 2026

Sorry, baby (2025)

 


Ótimo filme indie, distribuído pela A24, indicado a câmera de ouro, palma queer e escolha da audiência na quinzena de diretores em #Cannes2025.

Indicada a melhor atriz no #Globodeouro2026 [é hoje!...].

Indicado ao grande prêmio do juri e vencedor do prêmio Saldo Salt em #Sundance2025.

Premiado também na Mostra de SP.

Eva Victor, diretora estreante em longa, roteirista e atriz vem surgindo como uma das vozes mais promissoras do cinema independente contemporâneo.

Coloquei o Boys go to jupiter na fila. 

A narrativa acompanha Agnes, uma professora universitária que tenta reconstruir sua vida após um evento traumático que marcou sua pós-graduação. É sobre  o mundo que segue em frente enquanto a vítima permanece presa ao impacto do ocorrido. Nessa jornada ela é acompanhada pela amiga Lydie, que se casa e tem um bebê.

O filme  combina humor ácido e sensibilidade emocional e impressiona pela segurança narrativa e pelo domínio do tom. Explora temas como estresse pós-traumático, culpa, isolamento, dificuldade de comunicação e a necessidade de ressignificar a intimidade e a verdade emocional dos personagens. O humor surge como mecanismo de defesa, e o filme utiliza essa ferramenta com inteligência, sem desrespeitar a gravidade do tema. É um roteiro que entende que a cura não é linear e que, muitas vezes, o processo é feito de pequenos passos, recaídas e descobertas silenciosas.

Maturidade rara para uma diretora estreante, construindo um filme que é ao mesmo tempo pessoal e universal, doloroso e acolhedor, simples e profundamente humano. Prova que o roteiro não precisa de grandes reviravoltas para ser impactante.

Para não dar muito spoiler, vou adiantar só que o abuso sexual acontece em um ambiente acadêmico.

Me remeteu ao ótimo Lady Bird e A filha perdida

Nota 8, recomendo!

Disponivel nos sreamings.

Sorry, Baby (2025) - IMDb

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