quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Frankenstein (2025)

 


Com raras exceções não curto refilmagens mesmo de clássicos...  #prontofalei.

Talvez esse seja uma exceção, talvez não...

O diretor afirmou algumas vezes que tem obsessão com essa história. Vem na esteira de Pinóquio, também financiado pelos comerciais na Netflix. O anterior me entusiasmou mais.

Com o #Oscar2023 na mão, o estúdio deu sinal verde para a nova empreitada,  uma das mais ambiciosas da plataforma, está com cinco indicações (filme, diretor, ator, ator coadjuvante e trilha sonora original) e deve levar alguns #Oscar2026. 

Possivelmente será indicado em direção, ator, ator coadjuvante, fotografia, direção de arte e figurino.

Algumas pessoas que gostaram muito comentaram comigo da profundidade temática do filme, que dialoga com questões de criação, responsabilidade moral e humanidade, temas comuns nos filmes do diretor. 

São mutos filmes do diretor que eu gosto: A espinha do diabo, Beco do Pesadelo, A colina escarlate e claro, o ótimo Labirinto do Fauno.

Favorito para a categoria de direção de arte no próximo Oscar. O diretor investiu :) em cenários reais e no uso mínimo de computação gráfica.

O roteiro escrito pelo próprio Del Toro adapta o romance de Mary Shelley com uma abordagem que privilegia a interioridade dos personagens e a dimensão ética da criação científica. Enfatiza a empatia e o sofrimento tanto do criador quanto da criatura, explorando o isolamento, a rejeição e a busca por identidade, elementos que estão no livro, mas foram diluídos nas adaptações anteriores pro cinema.

Diante do atual contexto da IA, encaixa bem para pensar os perigos da ciência, os dilemas criador / criatura e da arrogância humana diante do desconhecido, temas que são comuns na ficção e no terror (vide A garota artificial, A resistência,   Robot Dreams, a série Love, Death and Robots).

E pra quem gosta de dramas sombrios, fantasia adulta e narrativas filosóficas, se alinha a filmes como Drácula de Bram Stoker O Homem Elefante, que combinam horror, tragédia e humanidade.

Bom elenco, Oscar Isaac assume o papel de Victor Frankenstein, retratado como um cientista brilhante, porém egocêntrico e emocionalmente devastado por suas escolhas. Jacob Elordi interpreta a Criatura, Christoph Waltz, Mia Goth, Felix Kammerer e Charles Dance completam a trupe.

A fotografia é um ponto alto, criando um universo gótico que combina grandiosidade e intimismo, com iluminação cuidadosamente trabalhada e cenários construídos com minúcia artesanal. O diretor buscou reduzir ao máximo o uso de CGI, privilegiando ambientes reais e efeitos práticos para reforçar a fisicalidade da narrativa. A fotografia reforça o tom trágico da história, com composições que evocam solidão, melancolia e grandiosidade sombria. 

O design de produção também impressiona pela riqueza de detalhes.

Nota 7, por ser remake, no imdb está um pouco mais alta: 7,5.

Vale a pipoca!

https://www.imdb.com/pt/title/tt1312221/

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