sábado, 10 de janeiro de 2026

Morra, amor / Dye my love (2025)

 


Indicado a palma de ouro em #Cannes2025 e melhor atriz no #Globodeouro2026.

Os anteriores da diretora Lynne Ramsay, Precisamos Falar Sobre o Kevin e Você Nunca Esteve Realmente Aqui ainda estão na minha fila.  

Tenso, trágico e até um pouco desconfortável de assistir, combina bem com um outro dessa temporada: Se eu tivesse pernas eu te chutaria. 

Roteiro adaptado. A trama acompanha Grace, uma jovem mãe que enfrenta depressão pós-parto e psicose, e que vê sua vida conjugal e sua própria identidade se fragmentarem. A narrativa é construída de forma não linear, com saltos temporais e momentos de delírio que confundem realidade e imaginação, em uma imersão na mente de uma mulher à beira do colapso. 

O filme é meio sensorial, roteiro não linear e aberto, muitos pequenos detalhes, mesmo prestando atenção é difícil captar tudo. A própria diretora tem falado que reduzir os temas dele à depressão pós parto é superficial. Muitos simbolismos visuais, ritmo fragmentado e foco experiência interna da personagem.

Aliás tem um parecido com a mesma atriz Jennifer Lowrence - Mãe! do Aronofski, que também é difícil de classificar. Lembra um pouco também outros do Aronofsky, David Lynch e Lars von Trier. 

A deterioração psicológica da protagonista é explorada com uma câmera inquieta, claustrofóbica e profundamente subjetiva, em um ambiente rural opressivo, onde a paisagem funciona como extensão do estado mental da personagem, reforçando a sensação de isolamento e desespero. 

Pode ser que renda uma indicação para a atriz no #oscar2026. Ela está bem visceral no filme, consegue entregar  fragilidade, fúria, erotismo, desespero e momentos de lucidez dolorosa. 

O para sempre vampiro Robert Pattinson também está bem de coadjuvante, interpretando o marido que tenta lidar com a deterioração mental da esposa enquanto enfrenta seus próprios conflitos. O elenco de apoio inclui Nick Nolte e Sissy Spacek. 

A fotografia segura o filme, mais que o roteiro. O filme no geral é escuro, com sombras densas e composições que reforçam a sensação de aprisionamento emocional da protagonista, elementos que sxão reforçados pelo design de som.

A trilha sonora selecionada é bem bacana, tem até o Cocteau Twins! 

Nota 6. Acho muito difícil o grande público gostar... recomendo só para quem curte roteiros delirantes.

Tanto que ficou no cinema pouco tempo, está prestes a estrear nos streamings.

Morra, Amor (2025) - IMDb

Nenhum comentário:

Postar um comentário