Indicado a palma de ouro em #Cannes2025 e melhor atriz no #Globodeouro2026.
Os anteriores da diretora Lynne Ramsay, Precisamos Falar Sobre o Kevin e Você Nunca Esteve Realmente Aqui ainda estão na minha fila.
Tenso, trágico e até um pouco desconfortável de assistir, combina bem com um outro dessa temporada: Se eu tivesse pernas eu te chutaria.
Roteiro adaptado. A trama acompanha Grace, uma jovem mãe que enfrenta depressão pós-parto e psicose, e que vê sua vida conjugal e sua própria identidade se fragmentarem. A narrativa é construída de forma não linear, com saltos temporais e momentos de delírio que confundem realidade e imaginação, em uma imersão na mente de uma mulher à beira do colapso.
O filme é meio sensorial, roteiro não linear e aberto, muitos pequenos detalhes, mesmo prestando atenção é difícil captar tudo. A própria diretora tem falado que reduzir os temas dele à depressão pós parto é superficial. Muitos simbolismos visuais, ritmo fragmentado e foco experiência interna da personagem.
Aliás tem um parecido com a mesma atriz Jennifer Lowrence - Mãe! do Aronofski, que também é difícil de classificar. Lembra um pouco também outros do Aronofsky, David Lynch e Lars von Trier.
A deterioração psicológica da protagonista é explorada com uma câmera inquieta, claustrofóbica e profundamente subjetiva, em um ambiente rural opressivo, onde a paisagem funciona como extensão do estado mental da personagem, reforçando a sensação de isolamento e desespero.
Pode ser que renda uma indicação para a atriz no #oscar2026. Ela está bem visceral no filme, consegue entregar fragilidade, fúria, erotismo, desespero e momentos de lucidez dolorosa.
O para sempre vampiro Robert Pattinson também está bem de coadjuvante, interpretando o marido que tenta lidar com a deterioração mental da esposa enquanto enfrenta seus próprios conflitos. O elenco de apoio inclui Nick Nolte e Sissy Spacek.
A fotografia segura o filme, mais que o roteiro. O filme no geral é escuro, com sombras densas e composições que reforçam a sensação de aprisionamento emocional da protagonista, elementos que sxão reforçados pelo design de som.
A trilha sonora selecionada é bem bacana, tem até o Cocteau Twins!
Nota 6. Acho muito difícil o grande público gostar... recomendo só para quem curte roteiros delirantes.
Tanto que ficou no cinema pouco tempo, está prestes a estrear nos streamings.

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