Esse diretor costuma fazer coisas mais para terror como Doutor Sono e A maldição da Residência Hill, que está na minha fila.
Este também é uma adaptação do Stephen King.
Diferente das narrativas de terror pelas quais esse autor é mais conhecido, esta história aposta em uma abordagem mais humana, contemplativa e emocional, explorando a vida de um homem comum enquanto o mundo ao seu redor parece se dissolver.
Mistura de gêneros - fantasia, ficção científica e drama existencial.
Enquanto a realidade começa a se desfazer de maneira inexplicável, a trama mostra a trajetória de Charles Krantz de trás para frente. O filme apresenta diferentes momentos da vida de Chuck, desde os instantes mais íntimos de sua infância até os dias que antecedem o fim do mundo, mostrando como suas experiências, encontros e escolhas moldam a percepção do que significa existir. À medida que o enigma por trás do fapocalipse se entrelaça com sua história pessoal, a narrativa transforma o caos em uma reflexão sobre a importância dos vínculos humanos e sobre como gestos aparentemente pequenos podem carregar um peso imenso quando vistos em retrospecto.
No final do dia tem uma mensagem até bastante positiva, da vida comum e do cotidiano como dádivas para as quais temos que construir um sentido.
O texto explora conceitos de física quântica, espiritualidade e existencialismo.
A fotografia e a trilha sonora desempenham papéis fundamentais na construção da atmosfera contemplativa do filme.
Parece bastante com Árvore da Vida, Brilho eterno de uma nente sem lembranças e remete também ao Curioso caso de Benjamin Button.
Nota 7, recomendo.
Disponível nos streamings.

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