No momento que escrevo Teerã está sob ataque injustificável de ianques bregas e expan sionistas, o que me faz desanimar bastante com a ideia e tudo que representa o Oscar, mas gosto de cinema, então antes de mais nada #stopwar.
Bom filme, curta indicado merecidamente ao #Oscar2026, muuucho loko.
Dirigido por Natalie Musteata e Alexandre Singh, constrói uma narrativa que se apoia fortemente na crítica social em uma Paris distópica e consumista, onde é proibido beijar (aparentemente fazer sexo também), as pessoas cultivam o mal hálito e tudo se paga com tapas na cara.
Uma metáfora sobre controle social, consumo e vigilância. Critica como o Estado e o mercado moldam corpos, desejos e comportamentos usando uma estética que mistura teatralidade, estranhamento e humor ácido.
O filme é em preto e branco e é bem sensorial e bizarro, provoca aflição desde a primeira cena. De certa forma combina com o Se eu tivesse pernas te chutaria, que também se destacou na temporada.
O roteiro acompanha uma jovem vendedora de uma loja de departamentos exclusiva e de luxo, que se envolve com uma cliente, despertando suspeitas e ciúmes de uma colega.
A narrativa utiliza a proibição do beijo como símbolo de um mundo onde a intimidade é mercantilizada e rigidamente controlada, e onde o afeto é mediado pela compra de produtos e pela violência.
Uma nuance que eu gostei é que o filme explora a estilização visual sofisticada com um tom de ostentação mas que tem por trás o enorme vazio da vida sem sentido das personagens.
Lembra um pouco os filmes do Yorgos Lanthimos (veja aqui no blog as resenhas de Pobres Criaturas, Tipos de Gentileza e Bugonia - esse último concorre a melhor filme no #oscar2026), especialmente O Lagosta.
Igualmente os do Shane Carruth, p. ex. Upstream Color .
Nota 7, recomendo.
O filme está disponível no youtube! Assista e comente o que achou:



Nenhum comentário:
Postar um comentário