Essa franquia é como a música brega, quanto mais exagerada, melhor.
Dos trës, esse é melhorzinho em termos de roteiro. Confira as mini resenhas do primeiro, Entre Facas e Segredos e Glass Onion.
Bom entretenimento, segue a cartilha e estrutura tradicional do gênero quem matou com pistas falsas, múltiplos suspeitos e plot twists. mas este terceiro capítulo mergulha em temas mais densos, como fé, manipulação e crise existencial.
Suspense mais introspectivo pelo menos tenta ir além do quebra-cabeça do mistério e traz até o tema da instrumentalização da fé e a fragilidade humana diante de líderes carismáticos e manipuladores - mas acho que os crentes (de todas as crenças) não vão perceber isso...
A trama gira em torno do padre novato Jud, que é desgnado para trabalhar na igreja do Monsenhor Jefferson Wicks, que só oprime seus fiéis, onde ocorre um crime aparentemente impossível, por causa de uma herança.
A investigação conduzida pelo detetive Benoit Blanc se entrelaça com a crise espiritual de Jud, criando um contraste entre lógica e fé, razão e dúvida.
Bom elenco (é o padrão Netflix), com destaque para Glenn Close, o detetive é interpretado pelo Daniel Craig e reunindo nomes como Josh Brolin, Josh O’Connor, Jeremy Renner e até uma ponta do Jefffrey Wright.
A fotografia é bacana, dá o clima gótico e opressivo que permeia toda a narrativa.
Obvio que o Benoit Blanc surfa na onda do Hercule Poirot da Agatha Christie (Assassinato no Expresso Oriente, Morte no Nilo e A noite das bruxas).
Nota 7, vale a pipoca.
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