sábado, 22 de fevereiro de 2025

Maria Callas (2024)


 

Indicado ao #Oscar2025 de melhor fotografia, e a Academia esnobou a Angelina Jolie que foi indicada ao Globo de Ouro.

O filme intenciona retratar o final da vida da icônica soprano, na Paris dos anos 1970. 

O diretor Pablo Larraín vai se consolidando com cinebiografias femininas, eu não curti muito o Spencer, já o Jackie eu gostei bastante, talvez esse tenha até sido em decorrência dele.

Callas  teve um intenso e tumultuado relacionamento com Onassis, que se casou com Jackie Kennedy após a morte de John F. Kennedy. O casamento entre Onassis e Jackie foi visto como uma busca por segurança e estabilidade financeira, enquanto Callas se sentiu traída pela união. Onassis manteve laços discretos com Callas mesmo após seu casamento. 

Não curto muito ópera e não conheço muito sobre a cantora, que aparentemente tinha personalidade forte. Considerando essa minha ignorância que deve também ser a de muitos espectadores, o  roteiro não ajuda muito, explora os aspectos psicológicos e emocionais da vida de Callas, destacando suas lutas internas no fim da carreira.

Nesse sentido, conecta-se de certo modo ao badalado da temporada: A Substância.

Angelina Jolie não está mal, mas não está melhor que Fernanda Torres, Mickey Madison e Demi Moore, as outras duas não vou ver porque tenho preconceito contra musical.

Sinceramente não achei a indicação de fotografia merecida, considerando que Paris se fotografa sozinha... pela luz e enquadramentos, nada especial... Porém a diretora de fotografia Claire Mathon mandou bem no belo Retrato de uma Jovem em Chamas. Se fosse o caso valia mais uma indicação para figurino...

A trilha sonora que era para ser o fio condutor do filme, também não se destaca... 

Nota 6, recomendo para quem gosta de ópera.

Nos cinemas.

Maria Callas (2024) - IMDb

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