Será que o que o Tarantino tentou com Django Livre o Jeymes Samuel conseguiu com esse filme?
Não tenho certeza... bem difícil comentar. Imagino o quão difícil tenha sido reunir as condições para filmá-lo.
Inicia com o letreiro: Essas.Pessoas.Existiram.
Minha impressão do filme como entretenimento foi boa, eu daria uma nota 7, porém o que eu mais gostei nele foram os elementos que talvez ele tenta criticar e contextualizar, que é a violência gráfica e exagerada e os personagens malvadões dos filmes do Tarantino. Dá para falar que é imitação?
Mas aí tem a questão do protagonismo contra o racismo, que outros diretores, como por exemplo o Spike Lee usam muito bem e que resultou em ótimos filmes como o recente Infiltrado na Klan. Mesmo os filmes produzidos pelo Will Smith que eu não gosto tanto também vão bem nesse aspecto.
No outro extremo está o Ed Murphy, meio que com a comédia de protesto, que eu não curto muito.
O roteiro em si é bem simplista, uma briga de gangues no velho oeste, só que com o estilo e linguagem do hip hop.
Então é isso - um western que incorpora e exagera todos os elementos visuais e cênicos do gênero, é visualmente bem interessante - com atores negros nos papéis principais protestando não só por meio de uma espécie blaxploitation ao contrário, mas radicalizando, ao ponto de por exemplo, quando mostra o interior de um banco, o cenário é todo branco.
E onde tantos outros avançaram no significado, ele pára na visualidade.
Aí deixa a gente pensando se não reforça tudo o que pretenderia criticar.
Indicado a melhor curta de animação no #Oscar2022 e com enormes chances de vencer.
O artista Alberto Mielgo assina episódio The Witness na ótima série Love Death + Robots
Filme para adultos, inclusive com aviso de conteúdo impróprio no youtube, porque tem cenas de sexo e suicídio.
O filme é bem onírico, muito bonito, é muito legal ver que as melhores animações são as que usam os recursos de maneira criativa.
A sinopse é um homem tomando um café, fumando e pensando "o que é o amor?" o filme é uma colagem estonteante e colorida de situações e personagens que tenta responder essa pergunta.
Indicado a melhor curta documentário no #Oscar2022.
A sinopse é um jovem afegão vivendo em um campo de refugiados em Cabul, Benazir é sua esposa grávida. Para ajudar a sustentar a família ele busca opções entre se alistar no exército ou trabalhar na colheita da papoula, matéria prima do ópio.
Acho que tem poucas chances, a Academia sempre vem indicando filmes que tratam dos conflitos no Oriente Médio, ele não chega no mesmo nível de outros como
Uma coisa interessante que está no filme é que devido ao fato das mulheres muçulmanas não poderem dançar na frente de outros homens, então eles mesmos fazem isso, o que sempre me remete ao clássico O marido da cabeleireira.
Vem na levada do oscar desse ano, tratando as temáticas e
desafios da condição feminina, nesse caso as adolescentes afegãs
proibidas pelas famílias de ir à escola, que encontram neste projeto
sensacional uma motivação a mais para escapar dos fantasmas do
patriarcado talibã.
Filme super alto astral, sem deixar de tocar na
ferida e olhar de frente para o problema.
Ótimo para entender porque
temos que combater a qualquer custo o fundamentalismo religioso no
Brasil!!! Nota 9!
Indicado a melhor documentário de curta metragem no #Oscar2022.
Filme manifesto, relevante nesse momento em que a extrema direita saiu do armário em várias partes do mundo e para ter certeza que nazi fascismo não se discute, somente se combate.
Ele está disponível no youtube:
Nota 7, mas é importante assistir e dar um like pois o poço não tem fundo e que na real o que é mostrado no filme já acontece no Brasil.
A crítica está falando TÃO bem desse filme que desde o ano passado que eu estava esperando para assistir e fiquei bem frustrado #prontofalei.
A academia gosta do diretor Paul Thomas Anderson.
Na minha dvdteca tenho filmes top dele como Magnólia e Boogie Nights, mas eu já não tinha gostado muito de A trama fantasma, que ganhou três #Oscar2018. Vício Inerente está na minha fila para postar a resenha.
O título foi muito bem escolhido o alcaçuz faz a pizza ficar doce.
Confesso que não conhecia a banda Haim (afinal fiz cinquenta em 2020 e
nem consegui comemorar). Apesar de ostentarem uma aparência rock, a
música está mais para um pop meloso, né.
Mas não achei uma sacada espetacular colocar a cantora mais nova para interpretar uma personagem com o nome real dela, e junto com a família real também...
E o ator principal também é estreante, filho do ótimo Philip Seymour Hoffman falecido em 2014.
Considerando que são novatos, os dois foram bem, mas a indicação para melhor filme no #Oscart2022 com certeza foi exagero.
As ótimas pontas do Bradley Cooper e do Sean Penn ajudam a dar uma segurada no filme.
E ainda vai concorrer a melhor direção e roteiro original... #maseutedisse.
Principalmente na última categoria não merece mesmo, pois o filme não vai muito fundo no principal argumento que é a diferença de idade no relacionamento entre uma jovem de 25 anos e um adolescente de 15. Em uma determinada linha o personagem pergunta se isso é estranho...
A cena de abertura é bem improvável e o filme segue todo nessa linha, simplesmente não me pareceu realista que mesmo em Hollywood dos anos 1970 os adolescentes atores abrissem fechassem empresas e frequentassem casas noturnas com acesso livre a bebida alcóolica e tudo mais.
Achei uma afronta pesada algumas críticas que comparam esse filme com Era uma vez em Hollywood. Sacanagem com o Tarantino.
Nota 6, recomendo só para quem gosta de pizza doce. Ou para quem achar que ele pode contribuir para reafirmar a liberdade das mulheres escolherem parceiros mais novos.
Confiram o estilo do Haim e me digam se vcs também escutam a batida de Wanna be starting something do Michael Jackson nessa música (e as outras do álbum são a mesma coisa)... Só não escutem muito porque ela é do tipo chiclete que fica colada na mente...
Neste ano a academia indicou diversos filmes que enfocam temáticas de pessoas com deficiência, como Coda e Drive my car.
Neste, o protagonista é Amaree McKenstry, um adolescente negro, surdo, que joga futebol americano pela Escola para Surdos de Maryland.
Além de demonstrar como a surdez é superada no campo, o filme acompanha como o time, as famílias e e a turma de amigos do terceiro ano da escola lidam com as pressões da idade.
Vale muito assistir para perceber que não são as deficiências que impõem limites para as pessoas.
Porém, para o público brasileiro, acredito que não vai agradar muito, somente a quem gosta e está aberto a entender um pouco mais de outras culturas, pois como é comum nos filmes indicados nas categorias de curta documentário no oscar, estão muito vinculados a um cotidiano americano distante do que passa na tv...
Esse é um dos filmes mais bacanas da temporada, dos concorrentes ao #Oscar2022 um dos melhores que vi até agora.
Indicado a melhor documentário de longa metragem no #Oscar2022.
Apresenta o Festival de Cultura do Harlem que aconteceu no verão de 1969 com públicos pra mais de 300.000 pessoas durante seis semanas de shows gratuitos e foi(propositalmente?) ofuscado pelo de Woodstock.
Filmagens inéditas que ficaram guardadas (??) por mais de 50 anos.
Imperdível, impagável, as músicas, as roupas, as coreografias, as vozes e presenças das pessoas negras no Mount Morris Park, naquele momento tão singular e importante para os Estados Unidos e para o mundo.
Recheados com depoimentos de dezenas de cantores e músicos icônicos e relevantes como Nina Simone, B.B. King, Sly and the Family Stone, The 5th Dimension, Gladys Knight & the Pips ( a melhor coreografia!!!) e Stevie Wonder, para citar alguns.
O filme vai também inserindo trechos de filmagens que contextualizam a opressão e a postura altiva de reação e participação cidadã e política da comunidade negra de NY na década de 1960.
Drama denso, indicado a melhor filme estrangeiro e melhor roteiro original no #Oscar2022. Vencedor de melhor atriz e indicado para palma de ouro em #Cannes2021.
O poster desse filme dá uma ideia um pouco errada do seu conteúdo, pois a alegria transmitida pela atriz na foto não é a tônica da história, pelo contrário, os temas são bem pesados.
Nessa cena do pôster, que seria o "tchan" da cinematografia do filme, não vi nada de extraordinário...
Mas talvez tenha sido mesmo essa intenção: tratar com leveza situações que envolvem separação, depressão, aborto, com a frieza que normalmente vemos no cinema nórdico, como por exemplo Rainha de Copas ou Druk, mas com muita naturalidade e racionalmente.
Aliás a racionalidade acaba sendo um dos motivos das brigas mostradas no filme, com a personagem argumentando que as palavras são insuficientes para falar das emoções.
A sinopse é uma jovem mulher com muitas dúvidas sobre que caminho seguir na vida, com uma coragem extrema para se desapegar, mudar e experimentar o novo, no amor e no trabalho e ir em busca da própria felicidade, mesmo se isso resultar em sofrimento para ela mesma ou para quem está ao seu redor, o que não deixa de ser um tipo de hedonismo.
Esse filme acaba fazendo um conjunto interessante com outros indicados para o #Oscar2022 como A filha perdida e Madres Paralelas, pois tem como pano de fundo a perspectiva da não aceitação da sociedade machista e seus sistemas de castração do feminino. Isso é discutido explicita e literalmente no filme.
O defeito dele entretanto é que nas duas horas de filme ele só realmente atinge a máxima densidade da mensagem na última meia hora, em que deixa claro que ambos os extremos de ser muito apegado às coisas e/ou pessoas, ou o contrário, de viver livre sem se amarrar a nada ou a ninguém, ambos nos deixam com muito pouco ou nada no final.
Nos noventa minutos iniciais ele lembra os filmes do Woody Allen.
O diálogo abaixo foi o que mais me impactou:
Eu Cresci em uma época em que a cultura era transmitida através dos objetos. Eles eram interessantes porque nós podíamos viver entre eles. Nós podíamos pegá-los. Segurá-los em nossas mãos. Compará-los.
Um pouco como livros?
Sim, um pouco como livros. Isso é tudo o que tenho. Passei minha vida fazendo isso. Colecionando todas essas coisas, quadrinhos, livros... Eu apenas continuei, mesmo quando isso parou de me dar as poderosas emoções que sentia no início dos meus 20 anos. Eu continuei mesmo assim. E Agora é tudo que me resta. Conhecimento e memórias de coisas estúpidas e fúteis que ninguém dá a mínima.
Almodóvar diretor e roteirista está envelhecendo e melhorando! É sem dúvida um dos melhores filmes dele!!!
Ótimo filme, bom roteiro, apesar de que o argumento principal da trama já é revelado no trailler.
Destaque para o design de produção de extremo bom gosto, na decoração, obras de arte e paisagismo dos cenários.
Usa a mesma palheta de cores deA Voz Humana, igualmente obsessivamente
detalhada até o último objeto em cena, incluindo as cores das roupas dos
atores, mas também da cama, mesa e banho! Como a personagem principal é fotógrafa, então foi fácil captar o patrocínio da indústria da moda, perfumes e outros produtos!!!
Almodóvar retorna ao tema das complexidades da feminilidade e maternidade, recorrente em seus filmes.
A história acompanha os caminhos cruzados de três mães, com um foco nas imperfeições e frustrações de cada uma, nas buscas e rejeições conflituosas daquilo que a vida lhes demanda.
Mas o filme é principalmente um manifesto político, sobre várias questões. Assim como outros dessa temporada, A filha perdida e A pior pessoa do mundo, talvez a principal delas é o olhar, falas e mensagens muito eloquentes sobre as barras de ser mulher, mãe, filha, esposa, trabalhadora e sexualmente ativa e livre na sociedade contemporânea.
Enfoca também as feridas ainda abertas da guerra civil espanhola. Em uma das linhas um personagem afirma que "todos os atores são de esquerda".
E ao tratar desse tema tem uma pegada extremamente interessante e didática: um dos personagens é um antropólogo que vai cuidar da escavação de uma cova coletiva na cidade natal da protagonista e no início do filme ele explica detalhadamente como ela deve submeter o projeto à fundação de pesquisa para obter apoio a fim de realizar a escavação, que é mostrada na cena final.
Assim o filme consegue encaixar muito bem no roteiro temas de memória e história.
Indicado para atriz e música no #Oscar2002, indicação merecida para a Penélope Cruz, que está bem melhor que em Dor e Glória, mas não merece ganhar, comparando com a Jéssica Chastain em Os olhos de Tammy Faye ou mesmo Nicole Kidman emBeing the Ricardos. Ótima performance também da Milena Smit como coajuvante.
Nota 8 ou mais. Recomendo, imperdível para quem acompanha a filmografia do diretor.
Metáfora para a longa e necessária viagem ao interior de si mesmo.
Indicado a palma de ouro e vencedor de melhor roteiro e mais dois prêmios em #Cannes2021, indicado a quatro #Oscar2022: filme, filme estrangeiro, diretor e roteiro adaptado.
A sinopse é um ator e diretor de teatro cujo relacionamento profundo e criativo com a esposa chega ao fim. Ao se mudar para outra cidade onde vai dirigir uma montagem da peça Tio Vanya, ele é obrigado, ainda que contra sua vontade, a usar os serviços de uma jovem motorista, com quem desenvolve uma relação igualmente forte e transformadora, e também com o casal de atores principais da peça.
Prepare-se, pois o filme dura 3h com o ritmo do cinema japonês, totalmente calcado em diálogos densos, dificilmente irá agradar a quem gosta só de filmes de ação barulhentos, é o oposto disso.
Por que esse filme está sendo tão aclamado pela crítica?
- Porque ele transpõe para o cinema os bastidores de uma montagem de teatro, com um conceito muito interessante de inclusão e multivocalidade: os atores falam os textos em seus idiomas naturais, inclusive a linguagem de sinais - a atriz principal na peça é muda;
- Porque ele vai a fundo na ideia de questionar o quanto estamos abertos para deixar os outros adentrarem a nossa vida e circunstância - representadas no filme pelo carro, cuja direção é entregue a outra pessoa - e o quanto podemos aprender com isso;
Nesse sentido aproxima de Mass, outro filme da temporada que vai na direção contrária, daria uma ótima peça.
- Porque ele reafirma que cada vida traz uma história, que por mais que aparente ser simples, é um oceano profundo e o único limite para os humanos é a sua finitude;
- Porque ele tem linhas memoráveis como estas abaixo:
Mas mesmo que você pense que conhece alguém bem, mesmo que ame profundamente essa pessoa, você não pode olhar no fundo do seu coração. Você só vai se machucar. Mas se você tentar poderá olhar dentro do seu próprio coração. Basicamente, o que temos que fazer é sermos honestos com nossos corações e chegarmos a um acordo de uma forma aceitável. Se você realmente quer olhar dentro de alguém, então sua única opção é olhar profundamente para dentro de si mesmo.
- Porque o texto dramático central do roteiro é uma peça teatral centenária mas que permanece potente para questionar o quanto a nossa luta no presente pode mudar o futuro - o nosso e o dos outros;
Nós, tio Vânia, havemos de viver. Viveremos uma enfiada longa, longa de dias, de longas noites; havemos de suportar pacientemente as provações que o destino nos mande; havemos de trabalhar para os outros agora e na velhice, sem conhecer descanso. E quando chegar a nossa hora morremos docilmente e na sepultura diremos que sofremos, que chorámos, que passámos amarguras, e Deus terá piedade de nós, e eu e tu, tio, meu querido tio, veremos uma vida luminosa, bela, graciosa, e havemos de alegrar-nos e até olharemos para as nossas actuais desgraças com um sorriso – e descansaremos.
Mas se quiser um mais xarope e emotivo, mas igualmente bom, e também inclusivo, vai direto no CODA (No ritmo do coração) que também foi indicado para melhor filme no #Oscar2022.
Me remeteu a esse poema do Drummond que há muitos anos trago comigo e de vez em quando cito em sala: "O homem, as viagens"
Ótimo filme, bom roteiro, excelente elenco, indicado para quatro #Oscar2022: filme, figurino, design de produção e fotografia, vencendo em qualquer uma, terá merecido.
O ponto alto certamente é o ótimo e grande elenco, Bradley Cooper já é figurinha batida nas grandes produções anuais, neste inclusive ele é um dos produtores executivos. São bem marcantes as cenas do início em que ele quase não fala e vai fazendo a transição para um mestre na lábia de enganar.
Mas vem com performances maíusculas da Toni Collete e Cate Blanchett que sou fã de carteirinha, Willem Dafoe, Rooney Mara, Richard Jenkins e para mim o melhor coadjuvante foi o Richard Strathairn que tem se destacado na série The Expanse e está magnífico no filme.
O filme é a segunda montagem para o cinema do livro homônimo de 1946. Refletindo o clima depressivo da crise econômica e da segunda guerra mundial, o diretor Guillermo del Toro entrega um thriller sinistrão e noir, em alguns momentos até flertando com um horror corporal (parecido com o de Titane) juntando muito bem e com muito cuidado nos detalhes, todas essas categorias em que foi indicado, articulando muito bem os mesmos elementos vistos no Labirinto do Fauno e a Colina Escarlate.
A sinopse é um jovem homem atormentado pela memória do pai que se junta a uma trupe mais que exótica de um carnival - mistura de circo com parque de diversões. Com o seu grande talento e facilidade de aprendizado ele vai logo dominando todos os "macetes" dos números e se torna muito hábil na arte do mentalismo, fingindo ser um médium e se aperfeiçoando cada vez mais na arte de iludir, até encontrar uma psicóloga femme fatale que vai mudar a sua vida, para pior...
Eita que se a CAPES usar o Ridley Scott e o Adam Driver para fazer nota de corte estamos perdidos.
O diretor e o ator são os mesmos do Último Duelo, que provavelmente será indicado para algumas estatuetas.
Nem o bom elenco salva o filme e compensa as quase três horas que ele dura - dormi no meio...
Para resumir a atuação da atriz principal, só com meme, ruim com força, deve estar rolando muito lobby para colocá-la na lista das indicadas.
Já o restante do grande elenco até que tenta mas não consegue segurar o filme, que é muito inferior a outros com a mesma temática como O diabo veste Prada.
Destaque para o Jeremy Irons e o Adam Driver muito profissionais em seus papéis.
O Al Pacino exagerou na caricatura, mas nada perto do Jared Leto, mérito dos maquiadores que o deixaram irreconhecível e é o único que faz o sotaque italiano em inglês corretamente, mas sinceramente até atrapalha mais que a Lady Gaga.
Nota 6 para o conjunto, se foi indicado para melhor filme vou ficar muito decepcionado com a Academia...
Um dos pontos altos nos filmes dos irmãos Coen é o humor ácido, bem dosado, mesmo quando é exagerado.
Esse é uma adaptação livre (pelo menos é o que eles dizem no início do filme) da Odisséia de Homero, em que um Ulisses que está muito mais para anti-herói foge da prisão no Mississipi dos anos 1930 e embarca numa jornada para casa. No caminho ele e seus companheiros cruzam com várias figuras exóticas como sereias, gangsters e outros.
Indicado a melhor roteiro adaptado e fotografia no #oscar2001.
Ótimo elenco captaneado pelo George Clooney, somando John Turturro e Tim Blake Nelson, trio que aparece sempre nos filmes dos irmãos.
Confira a performance deles na ótima e premiada trilha sonora, que vendeu 5 milhões de cópias, talvez fez até mais sucesso que o filme.
Ótimas participações também do John Goodman e Holly Hunter.
Adaptando um post do facebook para conectar na #maratonacoen:
Bom filme, merecida indicação para melhor roteiro adaptado e figurino no #oscar2019.
Antologia composta por 6 histórias separadas, contadas como capítulos do livro, lembra um pouco "Relatos
Selvagens", ou os filmes do Tim Burton, porém é todo passado no velho
oeste, o que o torna ainda mais interessante.
Um dos destaques na filmografia dos irmãos Coen é o sotaque caipira exagerado dos atores, um pequeno clube de preferência dos diretores.
A conexão sutil entre as histórias são as baladas que os personagens cantam - o filme foi também indicado para melhor canção - e nenhuma delas tem final
feliz e isso é o que adorei no filme, afinal como todos sabem adoro uma
boa tragédia sombria.
Particularmente adorei a última, "the mortal remains", passada em uma carruagem que leva três passageiros. Uma iluminação sensacional que logo deixa o espectador entender para onde eles estão indo.